Ninguém nasce consumista, esta característica sintomática do nosso tempo é produzida em nós, nos mais diversos espaços sociais. Toda criança tem o direito de brincar sem ser empurrada a comprar, quem disse que a brincadeira depende do consumo? Será que os brinquedos que chegam às mãos dos pequenos ainda servem para brincar, ou a grande finalidade destes é ser um objeto para vender? Em uma pesquisa, realizada no Instituto Federal Goiano-Ceres (IFG) e na Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentamos uma análise da função social e histórica dos brinquedos e de como hoje, eles são destituídos por sua forma dominante, o brinquedo-mercadoria. Se lembrarmos da clássica animação “O Aprendiz de Feiticeiro”, eternizado pela animação da Disney, podemos ver uma interessante alegoria: assim como as vassouras encantadas passam a dominar seu criador, os brinquedos industrializados parecem ganhar vida própria nessa sociedade, escondendo o trabalho real de quem os produziu e transformando crianças em meros consumidores.