No dia visibilidade trans relembramos 29 de janeiro de 2004, data em que um grupo de pessoas trans e travestis foi ao Congresso Nacional em busca de dignidade e respeito. Desde então, a data é lembrada como um marco dessa luta. É por isso que lhes escrevo. Fiquem tranquilos, prometo não falar “todes”, acredito que o idioma pode ser inclusivo sem a necessidade de ser neutro, mas defendo que as pessoas sejam livres para usar essa ou outras expressões que as representem. Existem vários caminhos para a política e acredito que o diálogo é o melhor deles, mas quando a pauta é a existência de pessoas como eu, ele perde o lugar para espantalhos e bichos papões. Talvez esse até seja o caminho mais fácil, o medo rende votos e é fácil usar os sentimentos contra quem geralmente não pode se defender, afinal de contas, quantas pessoas trans além de mim já publicaram suas divagações nesse jornal?