O Papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, e o mundo religioso parou para ouvir — ou deveria ter parado. O documento, que dialoga com os desafios da era da inteligência artificial (IA), alerta para a dignidade humana ameaçada, a desumanização, o colonialismo de dados, a perda de empregos, a manipulação da verdade e a redução do ser humano à máquina. O Papa não condena o progresso, mas propugna que a IA seja “desarmada” das lógicas de dominação, exclusão e morte. Enquanto isso, o “segmento evangélico” permanece em silêncio ensurdecedor. Dos nossos templos sinto o cheiro de plástico no ar: sintético, fabricado, sem alma. Sermões gerados por prompt, muito show e pouco louvor, “avivamentos” com efeitos especiais e profecias que mais parecem outputs de algoritmo treinado em ganância.