A voracidade com que o burgomestre de Goiânia ataca os espaços verdes da cidade macula os mais básicos conceitos de “cidade sustentável” ao alcance dos planejadores urbanos, assim corrompendo a desejável urbanidade para a população. Chega a ser infame a mutilação sistemática das praças e canteiros ao longo das principais avenidas do Jardim Goiás e Setor Sul, por exemplo. E agora, para avacalhar de vez, o burgomestre inova com o exótico “cultivo” de grama sintética em outros eixos viários para “melhorar o trânsito”, diz. Seria apenas recorrente ignorância, não fosse motivo de chacota nacional tamanho absurdo urbanístico! E o que dizer das calçadas recortadas em baias para estacionamento em favor da ilusória fluidez dos carros? Foi o que fez impunemente o burgomestre ao retalhar o calçamento da Avenida 136, transformando o que já era ruim em coisa pior, especialmente para as pessoas com deficiência que desejem circular no comércio local. Isso afronta com cinismo a legislação que regula o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida. Despreza o próprio Estatuto do Pedestre em vigência desde 2008, e indica que o município está sob severo ataque de incivilidade a espelhar um medíocre e obsoleto governo de exclusão social.