O Brasil entrou em 2026 já tentando entender sinais contraditórios na economia. Alguns indicadores sugerem estabilidade, mas o dia a dia do comércio revela fragilidades que pedem atenção redobrada. A atividade econômica avança em ritmo moderado, e a combinação de juros ainda altos, endividamento e inadimplência, incertezas fiscais e maior cautela do setor produtivo exige lucidez e estratégia para o que está por vir. Análises do Boletim Focus indicam desaceleração da economia. O PIB, que deve crescer 2,16% em 2025, tende a expandir apenas 1,78% em 2026. A política monetária segue em processo de flexibilização gradual. Sobre a Selic, o mercado prevê que a taxa básica de juros encerrará este ano em 12%, patamar que mantém o crédito caro, reduz o apetite por investimentos, pressiona o capital de giro e desestimula compras de maior valor. Para o varejo, que depende de volume, confiança e liquidez, juros altos trazem menor faturamento e maior risco, principalmente para micro e pequenas empresas.