Geralda Cunha Somos mulheres. Somos 51,5% da população brasileira (IBGE/2022). Somos a parte mais empobrecida! As que estão em condições de maior vulnerabilidade. As políticas públicas pensadas para erradicar a pobreza no Brasil precisam priorizar as mulheres. As conquistas obtidas por nós neste último século são inegáveis, mas estão longe de significar garantias de direitos, numa sociedade forjada no patriarcado, que teima, insiste em ser indiferente às desigualdades e segue desrespeitando, usurpando e nos matando! Em que pese ao longo dos últimos 20 anos o Brasil ter avançado na instituição de leis que punem os crimes de violência doméstica, feminicídio, estupro, entre outros, as mulheres continuam morrendo. Existe hoje em curso no Brasil uma verdadeira epidemia. O feminicídio foi naturalizado. No ano de 2025, foram 1.470 casos, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Significa dizer que quatro mulheres foram mortas por dia, simplesmente por serem mulheres. Em Goiás, foram 59 mortes, com um crescimento de 6% em relação ao ano de 2024.