A elevação da taxa básica de juros pelo Banco Central tem pressionado empresas em todo o País, especialmente as de pequeno e médio porte, que enfrentam maiores dificuldades para acessar capital a custos razoáveis. Neste cenário, o crédito privado tem se consolidado como alternativa viável e eficiente, suprindo lacunas deixadas pelas instituições financeiras tradicionais. Dados da Anbima mostram que a indústria de fundos encerrou 2023 com captação líquida positiva de R$ 60,7 bilhões. Somente os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) captaram R$ 80 bilhões entre maio de 2023 e maio de 2024. Um claro sinal de que empresas e investidores estão redirecionando suas estratégias em busca de maior equilíbrio entre risco, retorno e liquidez. Nesse contexto, os FIDCs têm desempenhado papel fundamental ao permitir que empresas transformem seus recebíveis em liquidez imediata, viabilizando capital de giro sem necessidade de recorrer ao crédito bancário tradicional.