A reforma tributária avança com a promessa de simplificação, mas o ponto decisivo para a competitividade será a capacidade das empresas de transformar a não cumulatividade plena em proteção real contra o aumento das alíquotas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A lógica é direta: a alíquota sobe, o crédito vira escudo. Porém, aplicar essa lógica exige técnica, sistemas eficientes e controle rigoroso. Com a nova sistemática, quase todas as despesas ligadas à atividade econômica passam a gerar crédito. É um avanço importante diante do modelo atual, limitado e repleto de inseguranças. No entanto, essa ampliação exige precisão absoluta. Cada insumo, serviço, investimento ou bem de uso e consumo precisa ser registrado e rastreado com cuidado. Quem não dominar esse fluxo perderá eficiência tributária e competitividade.