O saneamento associado à saúde de uma população é uma preocupação que vem das antigas civilizações. Em ruínas de uma civilização na Índia, de aproximadamente de quatro mil anos, foram encontrados banheiro, esgotos e rede de drenagem. Na antiga civilização greco-romana tem várias referências às práticas sanitárias e higiênicas associadas ao controle das doenças. Pesquisas realizadas no início dos anos noventa, pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fizeram uma análise do saneamento no Brasil, indicando as condições precárias do quadro sanitário do País. Em Goiás, exemplificando com o Rio Meia Ponte, em 1982 o diagnóstico elaborado pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Consórcio Nacional de Engenheiros Consultores (CNEC) apontava que à altura de Goiânia, as condições de qualidade do rio tornavam-se críticas, e que logo a jusante de Goiânia a vazão do rio na época de estiagem seria 90% esgoto. Já se passaram vários anos das pesquisas e do diagnóstico e a situação pouco mudou em relação à coleta e ao tratamento eficiente dos esgotos.