No primeiro ano de Márcio Côrrea (PL) como prefeito em Anápolis, houve a tentativa de desmonte do Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua, o constrangimento de pessoas vulneráveis em suas redes sociais, o desmonte da Rede de Atenção Psicossocial ao anunciar o fechamento da unidade Florescer e a criminalização da pobreza, ao associar a situação de rua a “ser bandido”. Será que o Centro POP tem que acabar? Será que essa população é de bandidos? Em Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) prometeu mudanças e o devido cuidado com as pessoas em situação de rua, com um tom mais ético e humanizado. Mas, como noticiado pelo POPULAR, as intervenções se restringiram, até agora, apenas a remoções geográficas, persistindo a escassez e as violências cotidianas. Em anos de pesquisa junto a essa população vi uma enorme diversidade de origens, trajetórias de vida, idades e dificuldades enfrentadas. Vi pais que perderam empregos pela dependência alcoólica, estrangeiros fugindo da fome em seus países, artistas sem renda, jovens sem família, dependentes químicos, mulheres fugindo de violência, pessoas sem teto, filhos de preconceituosos, filhos de pais sem teto, pessoas com ofício, mas sem condições de transformar isso em sustento, entre tantas outras realidades.