A indústria da construção civil vive um momento de profunda apreensão no seu fluxo de caixa, pressionada por uma combinação sufocante de dois fatores econômicos que se realimentam: a manutenção da taxa de juros (Selic) em patamares elevados e a escalada da inadimplência no setor. O resultado desse cenário é um perigoso efeito dominó que transborda os limites dos canteiros de obras e afeta toda a cadeia produtiva e econômica do estado de Goiás. Na ponta compradora, o impacto dos juros altos é imediato e severo. O crédito imobiliário torna-se significativamente mais caro, reduzindo o poder de compra das famílias, encarecendo os financiamentos e postergando a decisão de aquisição da casa própria ou do investimento imobiliário. Paralelamente, as famílias e investidores que já adquiriram seus imóveis enfrentam um ambiente de arrocho financeiro, o que faz disparar os índices de impontualidade nos pagamentos. Somado a isso, o expressivo aumento nos pedidos de recuperação judicial em diversos segmentos da economia enfraquece o ambiente de negócios.