“ARTIGO II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo” Inicio esse texto pelos versos de Thiago de Mello com a reflexão de que há momentos em que o tempo, que habitualmente corre apressado (como o famoso coelho de Alice), desacelera e se torna saboroso, quase tangível, como um sorvete de flocos. Esse sentimento — penso — talvez jamais seja experimentado por uma inteligência artificial. Mas é possível que o uso inteligente da inteligência artificial nos ajude, em breve, a criar mais manhãs de domingo. É esse, em essência, o principal propósito de seu uso: servir-nos de modo que o tempo, nosso bem mais precioso, possa ser melhor aproveitado por cada um de nós. Com elevada satisfação, a Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug) lançou, recentemente, a primeira Revista de Direito e Inteligência Artificial (DirIA), um espaço de publicação acadêmica qualificado, voltado à difusão do conhecimento, aberto à comunidade. A revista se propõe a fomentar reflexões sobre Direito e Inteligência Artificial, inovação, uso de tecnologias no setor público, regulação e ética, dimensões que já impactam, de forma concreta, a atividade jurisdicional.