Daniel Vorcaro comprou tudo e todos, construiu e destruiu um banco em tempo recorde. E agora? Agora, o governo federal, o governo do DF, o Supremo, os bancos públicos e privados movem mundos e (principalmente) fundos e a raia miúda e os contribuintes pagam parte da conta do Master com o “ajuste fiscal” incluído no acordo de salvação do banco, de R$ 6,5 bilhões. Nesse caso, “ajuste” significa fim de concursos e de vagas e piora de serviços e de manutenção da capital, ou seja, mais arrocho para o funcionalismo público e mais descuido e irritação para a população que depende de professores, médicos, transportes, burocracia azeitada... Enquanto isso, o Dr. Vorcaro volta a negociar um acordo de delação premiada com a PF, contando o que ainda não se sabe, e tem a audácia de pretender retomar o seu banco liquidado, pagar algumas dívidas e ainda ficar com um troco. Pode isso, minha gente?