Março é dedicado à luta das mulheres para lembrar conquistas históricas como direito à educação, ao trabalho remunerado, à luta pela equidade salarial e pelo direito ao sufrágio. Nos últimos anos, entretanto, o combate à violência doméstica tornou-se nossa principal bandeira. Tema que nos leva a refletir. Estamos seguras em casa, no seio da família, ou fora dela? Em fevereiro, Goiás foi assolado com uma tragédia desoladora. Um pai matou os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida. Desta vez, o agressor não atingiu a mulher diretamente, mas usou os filhos como instrumento para lhe ferir de morte e sangrar sua existência. Em meio à incredulidade e à dor, cabe a nós questionarmos se a legislação e as políticas públicas de segurança vigentes são suficientes para nos proteger. É fato que tivemos avanços significativos com a Lei Maria da Penha, a expansão do número de delegacias especializadas, a criação de casas de abrigo e protocolos de atendimento humanizados às vítimas.