A gestão das organizações vive um tempo de mudança profunda. Tecnologia, demografia e geopolítica deixaram de ser temas distantes das salas de decisão e passaram a influenciar diretamente a economia, o comportamento das pessoas, os modelos de negócio e a forma como as instituições são percebidas pela sociedade. Nesse cenário, liderar exige conhecimento técnico, mas, sobretudo, visão estratégica, capacidade de comunicação, preparo para riscos, compromisso com a sustentabilidade e maturidade humana para tomar decisões que preservem a confiança no longo prazo. Durante uma recente imersão sobre liderança e gestão na Universidade de Navarra, em Madri, uma ideia se mostrou especialmente atual: as organizações precisam de líderes capazes de ser, ao mesmo tempo, ímã e martelo. O líder ímã é aquele que atrai, inspira, escuta, agrega e cria pertencimento. É quem constrói confiança, fortalece conexões e mobiliza pessoas em torno de um propósito comum. Nenhuma organização se sustenta apenas por processos, normas ou indicadores. Ela precisa de gente comprometida, de equipes que se reconheçam no projeto institucional e de relações baseadas em transparência e respeito.