“Ao direito o que é do direito, à política o que é da política.” Com essa frase machadiana, o novo presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, disse a que veio e mandou um recado claro para Legislativo, Executivo e o próprio Judiciário, que vivem às turras e driblando a Constituição, que determina independência e convivência pacífica entre os Poderes e que todos juram respeitar. Fachin nasceu em berço simples, veio da magistratura e traz o vício, ou melhor, a cultura da discrição e de falar “para dentro”, diferentemente de seu antecessor Luís Roberto Barroso, que tem origem na elite e vem da advocacia, pratica a eloquência e fala “para fora”. Um vive no mundo do direito, o outro vive no mundo do direito, da política, da sociedade. Em seus recados, muitos e variados, Fachin reforçou que “ninguém está acima das instituições”. Para bom entendedor – como qualquer ministro do STF–, isso vale não só para Jair Bolsonaro, senadores e deputados, mas também para seus colegas de toga. Uns mais preparados, outros nem tanto, mas nenhum dos onze acima da instituição.