Bobagem dizer que o Brasil é atrasado. O país é fruto do progresso. Foi um avanço a chegada ao Planalto de Fernando Henrique Cardoso, expoente do “Seminário Marx” dos anos pré-golpe. A evolução deslanchou com a entronização de Lula, proletário forjado na luta contra a ditadura. O Brasil contemporâneo se fez ao som da teoria da formação nacional, edificada por intelectuais da estirpe de Caio Prado Jr., Antonio Candido, Sérgio Buarque, Celso Furtado e outros. Removidos os obstáculos ao progresso e, pronto, o país cumpriria seu destino de civilização singular, de cidadania álacre, apta a tocar pandeiro no concerto das nações. Já em 1995, um gringo reconheceu o papel de vanguarda do Brasil. Foi o sociólogo americano Michel Lind, no livro “The Next American Nation”. Ele detectou a brasilianização dos Estados Unidos no pior sentido. O desmanche de cá reverberava lá.