Estamos em pleno mês de Julho e, para muitas crianças e adolescentes, isso significa liberdade, brincadeiras e uma pausa na rotina escolar. Para muitos pais, especialmente para muitas mães, o período pode representar algo bem diferente: uma corrida contra o relógio para conciliar trabalho, cuidados, entretenimento, organização da casa e presença emocional. Existe uma expectativa social de que as férias sejam um tempo de felicidade plena. As redes sociais reforçam imagens de passeios, viagens e experiências memoráveis. Mas a realidade da maioria das famílias está longe desse ideal. Enquanto a prole está de férias, a maior parte dos adultos continua trabalhando, mantendo compromissos e administrando as demandas da vida cotidiana. É nesse ponto que surge uma tensão silenciosa. Quem cuida das crianças durante esse período? Quem reorganiza horários? Quem pesquisa atividades, prepara refeições, acompanha deslocamentos e administra o inevitável aumento das demandas domésticas?