Não dá outra. É entrar numa livraria italiana e topar com uma pilha de livros sobre Francisco de Assis. O renovado interesse no mais popular dos santos é fruto da fanfarra vaticana, do Ano Jubilar Franciscano, convocado por Leão 14 para exaltar os 800 anos do “trânsito” —eufemismo para morte– do playboy que renegou a riqueza para viver ao rés do chão. Pela primeira vez desde o século 13, os despojos do Poverello, o Pobrezinho, foram tirados da tumba e expostos na Basílica de Assis. Cercados pelos crédulos afrescos de Giotto que narram sua história, ali ficarão até o dia 22, atraindo caravanas de fiéis. Mas não é só por obra e graça do marketing da Santa Madre que se faz folia com o beato que viu na sua doidice o dedo de Deus: “O Senhor me revelou ser Sua vontade que eu fosse o último louco da Terra”, disse.