É dever conjunto da família, da sociedade e do Estado garantir, na condição de prioridade absoluta, os direitos de crianças, adolescentes e jovens, aí compreendidos a vida, saúde, educação, convivência familiar e proteção contra diferentes tipos de violência e exploração. É isso, em síntese, que a Constituição de 1988 estabeleceu em seu artigo 227. De lá para cá surgiram outros instrumentos legais, como o Marco Legal da Primeira Infância e o Estatuto da Criança e do Adolescente, a detalharem esses direitos sem que, no entanto, ganhassem a desejada e necessária concretude. Daí a importância das iniciativas destinadas a dar vida às leis até então mantidas como letras mortas no papel. Como é o caso do III Encontro Nacional da Primeira Infância, que será realizado em Goiânia de 26 a 28 de agosto, com renomados especialistas no que envolve os mais diferentes aspectos das crianças de zero a seis anos de idade, desde a fase da gestação, pré-natal, parto, nutrição, vacinas, direitos e cuidados com essa fase que a neurociência define como a mais importante na vida do ser humano.