Um dos principais desafios enfrentados pelas grandes capitais no Brasil e no mundo — realidade que já inclui Goiânia — está diretamente relacionado ao adensamento urbano. A qualidade de vida, por sua vez, depende não apenas do local onde se mora, mas da forma como se usufrui das potencialidades do entorno. Quando essa localização estratégica não vem acompanhada de deslocamentos mais inteligentes, o efeito pode ser o oposto: intensifica-se o caos urbano e perde-se eficiência no cotidiano. Diante desse cenário, a discussão sobre o futuro da cidade passa, inevitavelmente, pela necessidade de uma melhor ocupação dela. Não cabe apenas ao poder público incentivar o desenvolvimento de novas regiões, sendo papel de incorporadoras e entidades do setor pensar e propor novos eixos de desenvolvimento urbano, capazes de redistribuir fluxos e criar centralidades mais equilibradas.