As mudanças climáticas em curso nos convidam a refletir sobre nosso papel na conservação do planeta. Mais do que nunca, a educação surge como a principal ferramenta que propicia às crianças e jovens que se tornem protagonistas na construção de um futuro mais sustentável, transformando suas realidades locais para impactar o cenário global. Nesse contexto, iniciativas como o Embaixadores da Fauna se mostram essenciais. O projeto envolve professores, gestores e estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas no entorno da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, operada pela SPIC Brasil, na divisa entre Minas Gerais e Goiás. A região é um ponto de encontro de dois dos biomas mais ricos e ameaçados do Brasil: o Cerrado e a Mata Atlântica. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo, abrigando cerca de 5% da fauna do planeta, incluindo espécies emblemáticas como o lobo-guará e o tatu-bola. Já a Mata Atlântica possui um número altíssimo de espécies endêmicas, ou seja, que só existem ali. No entanto, ambos os biomas sofrem com o desmatamento e a degradação.