Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico realizado em 2022, a população brasileira acima de 60 anos representa cerca de 15,8% do total da população. Nota-se uma redução proporcional nos grupos mais jovens e um aumento nas faixas etárias mais avançadas, indicando uma reorganização da estrutura etária. Esse padrão ilustra o avanço da transição demográfica no país. O aumento da expectativa de vida, associado à redução das taxas de fecundidade, tem transformado de forma significativa a estrutura etária da população em escala global, caracterizando o envelhecimento populacional como um dos principais fenômenos demográficos contemporâneos. Esse processo está inserido na transição demográfica, marcada pela passagem de um modelo com altas taxas de natalidade e mortalidade para outro com baixos níveis desses indicadores. Embora seja um fenômeno mundial, ele ocorre de maneira desigual entre os países. Nas nações desenvolvidas, esse processo foi gradual e acompanhado por melhorias socioeconômicas, enquanto em países como o Brasil acontece de forma acelerada, em um contexto de desigualdades, exigindo respostas mais rápidas dos sistemas de saúde, educação e proteção social.