Chegando ao fim deste primeiro semestre de 2026, navegamos por um cenário econômico que exige cada vez mais maturidade e resiliência das organizações. No estado de Goiás, onde a força motriz da economia tem um perfil muito claro, há um ramo que merece especial atenção: as empresas familiares. No Brasil, cerca de 90% dos negócios possuem esse formato. Contudo, por trás da força de trabalho e da tradição que essas famílias representam, esconde-se um desafio silencioso que ameaça a continuidade de décadas de esforço: a sucessão. Os números são frios e reveladores. De cada 100 companhias de comando familiar, apenas 30 sobrevivem à transição para a segunda geração. O cenário torna-se ainda mais drástico quando olhamos para a terceira geração, alcançada por menos de 10% desses negócios. A mortalidade dessas empresas raramente ocorre por falta de mercado ou incapacidade técnica. O colapso, na imensa maioria das vezes, nasce da porta para dentro, impulsionado pela ausência de planejamento, por conflitos entre herdeiros e pelo despreparo da nova geração para assumir cadeiras de liderança.