Era para ser um retoque simples, prometido em poucos minutos e sem grandes riscos. Dias depois, o espelho devolveu outra imagem. O que parecia um procedimento banal terminou em infecção, deformidade e uma sequência de consultas médicas. Casos assim deixaram de ser exceção e passaram a revelar um problema crescente no país. O Brasil segue entre os líderes mundiais em procedimentos estéticos. A rinoplastia ilustra bem esse avanço. Segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, entre 2020 e 2024, o número global dessa cirurgia cresceu 27,1% e ultrapassou 1 milhão de casos. O país lidera o ranking, com mais de 102 mil procedimentos, o equivalente a 9,5% do total. Apesar de ser popularmente conhecido pelo resultado estético, o procedimento não se limita a isso. A rinoplastia também corrige alterações que comprometem a respiração, como desvio de septo e colapso da válvula nasal, exigindo conhecimento técnico, diagnóstico preciso e estrutura adequada.