Convivi com muitos líderes ao longo da minha vida pública. Mas poucos carregavam, como Maguito Vilela, a rara mistura de sensibilidade, firmeza e grandeza. Características que aprendeu desde menino ainda Jataí, aos 17 anos, quando corria pelos campos de futebol — onde nasceu o apelido que o Brasil aprendeu a admirar. E ali, entre o barulho da chuteira na terra e a alegria simples do jogo, já se revelava o homem obstinado que ele se tornaria. A mesma maestria com que dominava a bola, Maguito levava para a política, para a gestão e, sobretudo, para a vida. Ele nunca fez nada pela metade. Da humildade do primeiro mandato de vereador em 1976 às responsabilidades de deputado estadual, deputado federal constituinte, vice-governador, governador, senador e prefeito, entre vários outros cargos como vice-presidente do Banco do Brasil, Maguito carregava sempre um senso de missão. Transformou muros em pontes, e conflitos em diálogo. Era conciliador nato — desses que ouvem com o coração e decidem com a razão. Tudo isso posso afirmar que vi de perto, quando da minha passagem pela Secretaria de Solidariedade Humana.