Com a aproximação das eleições gerais de 2026, a expectativa é pelo aumento no número de mulheres pleiteando vagas para os cargos em disputa. Para que os resultados sejam expressivos, é necessário que as candidatas atuem com segurança jurídica e informação estratégica. Uma pré-campanha organizada tem a capacidade de promover um trabalho com mais clareza, previsibilidade e potencial de resposta aos obstáculos e empecilhos tão comuns no ambiente eleitoral. O histórico da participação feminina nas eleições nos mostra que já foram alcançados, ao longo dos anos, avanços institucionais importantes, como a consolidação das cotas de gênero e a garantia de repasse proporcional dos recursos financeiros e do tempo de propaganda. Embora o número de mulheres eleitas em 2022 e 2024 tenha crescido, a representatividade em todos os níveis é tímida. A bancada feminina na Câmara dos Deputados, em 2022, teve aumento de 17,7% em relação a 2018 — saltando de 77 para 91 parlamentares. No entanto, a União Interparlamentar (UIP) aponta que a média global de participação feminina nos parlamentos mundiais é de 26%. Para que o Brasil atinja essa média, precisaríamos eleger, no mínimo, 135 deputadas federais.