Troca-troca no Supremo: sai Dias Toffoli e entra Alexandre de Moraes no centro do alvo, ou “na mosca”, no escândalo do Master, não apenas porque o contrato do banco com o escritório da família de Moraes envolve R$ 130 milhões, quantia muito superior à do tal resort do qual Toffoli era sócio, mas principalmente porque as relações, trocas de mensagens e suspeitas são muito mais graves e robustas O último tiro na mosca contra Moraes foi dado pela PF, usando como armas os celulares e, como munição, as trocas de mensagens de Daniel Vorcaro, o banqueiro onipresente, agora preso como bandido. Se o ministro já devia explicações sobre os R$ 130 milhões do Master, ele passa a ser cobrado sobre qual era o seu papel, ou a expectativa de Vorcaro sobre ele, nesse contrato. Como revelou a jornalista Malu Gaspar, ministro e banqueiro já se encontravam e trocavam telefonemas e mensagens havia tempos e, horas antes de ser preso pela primeira vez, em novembro, Vorcaro disse a Moraes, por Whatsapp, que estava “numa correria para tentar salvar” e indaga, ou cobra: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”