A abertura de novos cursos de Medicina voltou ao debate em Goiás e no Brasil. O tema envolve o sonho de milhares de famílias, a necessidade de formar profissionais de saúde e uma responsabilidade que não admite improviso: preparar médicos para cuidar de vidas. A expansão das escolas médicas precisa ser analisada com rigor, sobretudo quando vem acompanhada de pouca estrutura, campos de prática insuficientes, corpo docente frágil e risco de transformar a formação em negócio guiado mais pela mensalidade do que pela qualidade. Essa crítica não é resistência corporativa. É defesa da sociedade. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) tem alertado para esse cenário, e a preocupação é legítima. Medicina exige laboratórios, simulação, professores qualificados, preceptoria, integração com a rede de saúde, prática supervisionada, ética e compromisso com a segurança do paciente. Quando esses elementos falham, o prejuízo chega ao atendimento.