O ano de 2025 marca os 30 anos da Plataforma de Ação de Pequim, que instituiu objetivos estratégicos sobre legislação e políticas públicas relativas às mulheres. Muito há que ser comemorado, pois inegavelmente foram registrados avanços na direção da igualdade de gênero e empoderamento feminino. No entanto, o momento é de preocupação e de necessidade de mobilização internacional para que tudo o que foi conquistado até o momento não sofra retrocessos. Para se ter uma ideia das dificuldades, relatório da ONU Mulheres, denominado Direitos das Mulheres em Análise, 30 Anos após Pequim, divulgado no mês de março, durante a 69ª sessão da Comissão sobre a Condição da Mulher (CSW69), realizada em Nova York, indicou que 25% dos governos em todo o mundo apontaram retrocessos nos direitos das mulheres. O relatório mostrou que a violência de gênero continua sendo um grande mal e que está se apresentando em formas variadas, não apenas a violência física – é inacreditável que, em todo o mundo, a cada 10 minutos uma mulher ou menina seja morta pelo parceiro ou familiar.