A cardiopatia congênita deixou de ser, há muito tempo, apenas um desafio médico. Hoje, um dos maiores obstáculos para milhares de crianças brasileiras está no acesso ao tratamento. Apesar dos avanços tecnológicos, ainda existem dificuldades relacionadas à oferta de serviços especializados, à distribuição de profissionais e ao encaminhamento dos pacientes. Em junho, mês dedicado à conscientização sobre a condição, a discussão precisa incluir a capacidade da rede de saúde de garantir assistência a quem dela necessita. A cardiopatia congênita é uma malformação que surge durante a gestação. A estimativa é de que cerca de dez em cada mil bebês nascidos vivos apresentem algum tipo da condição. Em âmbito nacional, são aproximadamente 30 mil novos casos por ano. Destes, cerca de 40% necessitarão de cirurgia ainda no primeiro ano de vida, o que evidencia a necessidade de uma rede de atendimento estruturada.