Agora a discriminação é oficial. O parlamento israelense aprovou na semana passada uma lei que pune com enforcamento palestinos condenados por “assassinato terrorista”. Mas a mesma legislação, votada pela grande maioria, inclusive pela oposição, isenta da pena de morte judeus que cometerem crimes iguais. Com o resultado proclamado, o ministro da Segurança, Itamar Ben-Gvir, estourou uma garrafa de champanhe no plenário e comemorou: “Fizemos história, cumprimos o que prometemos!”. Líder do partido supremacista, o ministro defende o racismo penal desde antes mesmo do ataque terrorista do Hamas, em outubro de 2023. A nova lei é mais um passo institucional de uma política de Estado –seja o governo conservador, trabalhista ou de extrema direita– em relação à Cisjordânia, ocupada pelas Forças Armadas desde 1967. É a política de expulsão sistemática dos palestinos de suas casas e terras, para que sejam ocupadas por colonos israelenses. É o assalto e a anexação à força.