A reforma tributária começa a mudar uma rotina que parecia simples nas empresas: formar e comparar preços. Com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o valor apresentado em uma negociação passa a exigir uma leitura mais cuidadosa. Para quem compra ou vende para outras empresas, olhar apenas para o total da nota pode levar a decisões ruins. No novo modelo, CBS e IBS ganham destaque nos documentos fiscais e seguem uma lógica de não cumulatividade baseada em créditos. Na prática, o menor preço aparente nem sempre representará o menor custo efetivo para uma empresa. Imagine dois fornecedores. Um oferece um produto por valor menor, mas gera pouco crédito tributário. Outro apresenta uma nota mais alta, porém permite maior aproveitamento de créditos. Dependendo da operação e do regime aplicável, a segunda proposta pode ser mais vantajosa. A pergunta deixa de ser apenas “quanto custa?” e passa a incluir “quanto desse tributo poderá ser recuperado?”.