O cooperativismo moderno vive uma tensão produtiva, pois precisa ganhar eficiência e escala competitiva com grandes corporações econômicas e financeiras, num mundo globalizado e hiper acelerado, mas sem trair o seu próprio núcleo central e histórico, que é a governança democrática, participação econômica dos cooperados e controle social sobre o rumo da organização societária. É exatamente aí que a inteligência artificial entra como ferramenta poderosa e, ao mesmo tempo, como risco institucional se for adotada no piloto automático. Na administração de cooperativas, a IA pode ser o melhor tipo de infraestrutura invisível, à vista de reduzir retrabalho, acelerar conciliações contábeis, detectar fraudes, otimizar logística, prever inadimplência, melhorar atendimento ao cooperado, apoiar planejamento de safra, manutenção, compras e até simular cenários para assembleias decidirem com base em dados mais precisos e compatíveis com as atividades econômicas desenvolvidas.