Era uma vez um jovem, há milhares de anos numa terra longínqua, que pretendeu espalhar algumas palavras de fé. Era periférico, desprovido de riquezas materiais e educação formal. Consta que seus ensinamentos tocavam fundo a alma daqueles que com ele dividiam a escassez, a desesperança, a pobreza. Ao lado dos desvalidos e pés-descalços, repartiu o pão. O que era ensinamento, todavia, tornou-se incômodo. Foi perseguido pelos poderes imperiais e, certa noite, viu-se traído pelo beijo do antigo fiel. Levado ao Sinédrio para julgamento, silenciou-se. Terminou condenado sem formação de culpa, apenas pela sanha popular. No caminho ao Gólgota, esteve acompanhado de algumas poucas mulheres, dentre as quais sua mãe. Na cruz, prometeu a Dimas (o “bom ladrão”) o Paraíso. Seu calvário ainda é lembrado. Esse jovem se chama Jesus Cristo.