Conta-se que Diógenes, filósofo da Grécia Antiga que defendia a simplicidade e a liberdade interior, caminhava pelas ruas de Atenas com uma lanterna acesa em plena luz do dia, afirmando procurar “um homem honesto”. Em uma atual realidade marcada por recorrentes escândalos de corrupção e desvios de recursos públicos, e próximos de mais uma eleição, essa busca torna-se ainda mais necessária antes da escolha de nossos representantes. É preciso compreender a dimensão e a responsabilidade envolvidas na escolha daqueles que ocuparão cargos públicos. Mais do que um gesto formal de votar, essa decisão constitui um dos pilares da democracia. Ao exercê-la, cada cidadão confere a outra pessoa a legitimidade para falar em seu nome, defender seus interesses e participar de decisões que influenciarão diretamente os rumos da sociedade.