O presidente Lula assistia ao desmoronamento de sua reeleição de camarote, ou saltitando, para mostrar energia e juventude, mas a realidade e as pesquisas puseram o Planalto e o próprio Lula em estado de alerta. E lá vem o tradicional pacote de bondades de ano eleitoral. Quem paga não é o coelhinho da Páscoa, que já passou, nem papai Noel, que só chega em dezembro. Logo, é você! As bondades incluem subvenção extra para gás de cozinha, diesel importado e nacional, suspensão de tributos federais para biodiesel e crédito para o setor aéreo, além de isenção de PIS/Cofins para querosene de aviação. E o governo vai entrar na revisão da jornada de 6 X 1, com um projeto de lei prevendo 5 X 2, com quarenta horas semanais. Parte do pacote tem um bom motivo, a guerra do Irã e os efeitos nos combustíveis, nos preços, na inflação e, possivelmente, nos juros do Brasil. A outra parte - não tem como disfarçar - é um investimento eleitoral, nos votos da baixa renda e da classe média e na boa vontade de produtores e das companhias aéreas.