Mais do que nunca, produtividade parece sinônimo de estar ocupado. A cultura da conectividade, na qual valoriza-se quem trabalha incansavelmente e responde mensagens a qualquer hora, tomou conta das empresas. Mas produzir mais não significa, necessariamente, trabalhar mais. Na verdade, essa mentalidade pode estar prejudicando a qualidade do trabalho e a capacidade de pensar criticamente. Aqui surge a pergunta: estamos realmente sendo produtivos ou apenas parecendo ocupados? Essa questão é especialmente relevante no ambiente corporativo moderno, onde a competitividade e a pressão por resultados muitas vezes reforçam a cultura da ocupação constante. Para responder a essa pergunta, podemos recorrer a Jonathan Haidt, que em sua polêmica obra, A Geração Ansiosa, argumenta que a hiperconectividade e o excesso de informação têm contribuído para um aumento da ansiedade e da incapacidade de concentração de crianças, jovens e adultos.