O brasilianista Scott P. Mainwaring, em sua obra Sistemas Partidários em novas democracias, o caso do Brasil, ao tratar de patronagem, clientelismo e patrimonialismo, registra uma afirmação do então governador da Paraíba Tarcísio Burity, “o maior partido no Brasil é o PCB, Partido Clientelismo Brasileiro. Se não pudermos livrar desse partido, nunca seremos capazes de resolver os problemas brasileiros Essa afirmação comprova que realmente não temos partidos, mas sim facções, que são caricaturas de partidos e o lado negativo da participação política. Segundo os estudiosos, as facções são sempre desnecessárias e prejudiciais. Galgam o poder quando a sociedade está enferma. E toda vez que no Estado há sintomas de degeneração e ruína se mostram elas prodigiosamente ativas. A prevalência das facções é responsável não só pela ignorância de um estudo sistemático sobre partidos políticos entre nós, mas também contribui para o enfraquecimento da democracia, com o surgimento de líderes políticos messiânicos e caudilhos, que aproveitam da fragilidade dos partidos e fortalecem as facções em defesa dos seus interesses pessoais. Isso é uma grande contribuição para a morte da democracia e de seus valores.