O excessivo ativismo Judiciário resultante da forte partidarização da cúpula do Poder no Brasil, com maus exemplos, está levando a atrofia das instituições e à redução da advocacia brasileira. ‘Magistrados’ de última instância antecipam as conclusões de seus julgados e convocam a imprensa para informá-la dessa prática indevida, com a qual estão prestando contas de suas nomeações e demonstrando ao ‘benfeitor’ que valeu a pena nomeá-los. É triste constatar, entretanto, que essa realidade ocorre sem uma atuação mais efetiva do Conselho Federal da OAB, instituição mantida pelos advogados brasileiros que, muitas vezes, sacrificam a própria subsistência e a de suas famílias para pagar as respectivas anuidades. E são milhares País afora. O pior é que essa ‘pecaminosa’ omissão está criando precedentes construídos nos últimos anos que gastarão dezenas deles para serem desmontados. Tal prática está dando coragem a Juízes de primeiro grau que passam a julgar ações de seu próprio interesse, como ocorreu em uma comarca goiana, onde o magistrado resolveu sentenciar ação em que tinha interesse, pois comprara parte dos imóveis discutidos no respectivo processo. A sorte é que o Tribunal de Justiça (TJGO) suspendeu a decisão, demonstrando que nem tudo está perdido.