O Brasil tem um problema de saúde pública grave e crescente: o sedentarismo infantil. Enquanto muitas discussões sobre hábitos saudáveis se concentram na população adulta, os dados sobre a inatividade física entre crianças e adolescentes avançam em um tom alarmante que pede atenção imediata. A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças e adolescentes pratiquem, pelo menos, 60 minutos de atividade física moderada diariamente. No entanto, mesmo antes da pandemia, o cenário já era preocupante, já que, segundo a OMS, 78% das crianças brasileiras estavam propensas ao sedentarismo por não atingirem esse mínimo recomendado. Com o aumento do tempo de tela e a diminuição das atividades físicas, estamos formando uma geração mais doente e vulnerável a complicações graves no futuro. A falta de movimento na infância não se reflete apenas em um risco maior de obesidade. O sedentarismo pode comprometer o desenvolvimento motor, dificultar a socialização, impactar negativamente o aprendizado e até levar a problemas emocionais, como ansiedade e depressão.