Passamos todo o mês de março compartilhando reflexões sobre o papel das mulheres na sociedade. Mas este não é um assunto que se restringe ao chamado mês das mulheres. É tempo de encarar com seriedade um desafio que ainda se impõe: a desigualdade de gênero nos espaços de poder e sua relação direta com a persistência da violência contra as mulheres em nosso meio. Os dados são claros. As mulheres representam 64% da força de trabalho no Judiciário goiano. São maioria entre os servidores, sustentando, com excelência, o funcionamento diário da Justiça. No entanto, essa maioria ainda não se reflete plenamente nos espaços de decisão, embora há de se reconhecer que esta vem sendo gradualmente construída com iniciativas institucionais. As discrepâncias nesses espaços refletem um processo histórico de construção das carreiras e da ocupação de espaços de liderança, que ainda exige avanços. Ao mesmo tempo, há um movimento de transformação, com incentivo à participação feminina e fortalecimento de políticas de inclusão no Judiciário.