O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão. Morrerão de fome as lombrigas que tentarem se alimentar do cérebro de Silvinei Vasques, ex-chefe da Polícia Federal Rodoviária. Pé ante pé, a passos de veludo, Alexandre de Moraes virá por trás de seu Jair e lhe dará um baita susto: buuuuu! Debalde; os soluços continuarão. Haverá muitos chapéus e poucas cabeças -ou será o contrário? O voo sobre as igrejas de Drummond deixará na torre mais alta o sino que tange, o som que se perde, devotas de luto que batem joelhos, o sacristão que limpa os altares, os mortos que pensam, sós, em silêncio, nas catacumbas e sacristias, o deus coberto de chagas, a virgem cortada de espadas, e os passos da paixão, que jazem inertes na solidão. Ó vida futura! Nós não te criaremos. Os cães atacarão seus donos, salvo Silas Malafaia, que, fiel à carniça de Bolsonaro, manterá afastados Bananinha, Flávio e demais abutres e hienas, até que sucumbam à própria peçonha, ou que um cadáver fresquinho atraia a fúria das rapinas. Haverá choro e ranger de dentes.