O aposentado brasileiro não é especulador financeiro. É um ser humano que precisa comer, comprar remédio, pagar aluguel, viver como qualquer trabalhador ativo. Contribuiu 35, 40 anos para a Previdência Social e chegou a uma idade em que merece dignidade. Mas o mercado financeiro quer exatamente tirar dele: o ganho real do salário-mínimo, aquilo que não é lucro, apenas compensação pela inflação que corrói seu poder de compra ano após ano. Considerando o ganho real obtido pelos trabalhadores e aposentados no ano de 2026 de 2,5% e considerando a quantidade de beneficiados, 41 milhões, o autor calcula que o adicional de gastos do governo pelo repasse do aumento real é da ordem de R$ 15 a 16 bilhões por ano. Essa é a “economia” que o mercado financeiro exige. Um desprezo disfarçado de ajuste fiscal.