Pensar no nosso amanhã, da nossa família, do nosso trabalho e principalmente no amanhã do povo brasileiro é imprescindível para qualquer cidadão. Chega de dizer que o Brasil é o país do futuro. Nesse contexto, no dia 11 de maio, O Popular publicou, neste caderno de opinião, artigo do economista Cláudio Henrique de Oliveira com o título “Como será o amanhã?”, em análise das contas públicas e dívida pública brasileira. Peço permissão ao jornal e ao colega economista para ampliar um pouco a discussão, sem o propósito de esgotá-la, pela sua complexidade. As despesas primárias do governo federal estão entre 18% e 19% do PIB, o que representa crescimento de 3 pontos porcentuais em relação a 2003. A receita líquida está em torno de 18% do PIB, crescimento de 1 ponto porcentual no mesmo período. Portanto, do governo Lula 1 ao Lula 3, houve crescimento das despesas acima do crescimento das receitas de 2 pontos porcentuais do PIB.