Hoje, as redes sociais têm ocupado um espaço central nas discussões sobre saúde mental, especialmente no que diz respeito a crianças e adolescentes. Embora essas plataformas possam promover conexões e até oferecer um senso de pertencimento, o uso excessivo tem se mostrado um gatilho para o aumento de transtornos emocionais, incluindo a depressão. Considerado um problema mundial de saúde pública, o transtorno depressivo maior tem se espalhado como uma epidemia silenciosa, atingindo milhões de jovens em todo o mundo. Estima-se que entre 10% e 20% das crianças e adolescentes sofram de algum transtorno mental, sendo a depressão um dos mais prevalentes. No entanto, diagnosticar essa condição na infância e na adolescência é desafiador. Suas manifestações podem ser confundidas com mudanças típicas da fase de crescimento, como agressividade, tristeza ou birras, o que mascara a gravidade do quadro e atrasa o início do tratamento.