As disputas pelo petróleo e pelo monopólio da produção de armas nucleares figuram entre os principais fatores das guerras que ainda aterrorizam o mundo no século XXI. Nesse cenário, a força das armas e da energia petrolífera — que movimenta a economia global — se confunde com o poder dos grandes impérios. Seus líderes, em geral, reconhecem apenas esse tipo de força: a bélica, a material, a impositiva. Diante disso, falar em força do espírito, da alma, da solidariedade ou da ação humanitária passa a ser visto, em certos ambientes, como sinal de ingenuidade — ou até motivo de chacota. É nesse contexto que se insere a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao chamar o papa Leão XIV de “fraco”. A afirmação, no entanto, encontra forte contraponto na tradição cristã. Na Segunda Carta aos Coríntios (12,10), o apóstolo Paulo de Tarso afirma: “quando estou fraco, então é que sou forte”. A frase sintetiza uma lógica distinta daquela que rege os poderes do mundo: é na fragilidade humana que, segundo Paulo, se manifesta a força divina.