O encerramento da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn deixa um sentimento difícil de ignorar. Foi mais uma oportunidade perdida de entregar respostas concretas à população de Goiânia. A CEI cumpriu rigorosamente os 120 dias regimentais, mas termina sem soluções objetivas, sem encaminhamentos estruturais e sem propostas capazes de corrigir os problemas identificados. Infelizmente, o resultado é o que o cidadão já se acostumou a ver: mais uma investigação que termina em pizza. Desde o início, a CEI nasceu com um propósito legítimo: investigar um contrato bilionário da gestão passada, de um serviço essencial para a cidade - como o da limpeza urbana. E isso não é um detalhe administrativo, mas uma obrigação do Legislativo, no seu papel de fiscalização. No entanto, ao final dos trabalhos da comissão, não houve sugestão de revisão contratual, não se discutiu a redução de valores, não se propôs o aumento ou readequação dos serviços, não houve comparação técnica com contratos semelhantes em outras cidades e, talvez o mais grave, não se enfrentou com a seriedade necessária a natureza jurídica de um contrato firmado em caráter emergencial, sem licitação.