A entrada em vigor das atualizações da NR-1 ampliam a atenção das empresas para fatores psicossociais relacionados ao ambiente de trabalho e uma discussão importante ganha espaço: quem cuida da saúde mental de quem trabalha, lidera, decide e sustenta equipes? E ainda: quem cuida das empresárias que precisam cuidar dos seus — filhos, família, clientes, parceiros e colaboradores? Por muito tempo, consolidou-se uma imagem da mulher que dá conta de tudo. Uma figura que aparece associada à ideia de força, competência e capacidade de superação. Na prática, esse modelo cobra um preço alto. À medida que cresce o número de mulheres à frente de negócios, cresce também a solidão na tomada de decisão. Empreender continua sendo uma experiência marcada pelo acúmulo de funções, pela pressão por resultados e pela sensação de que não existe espaço legítimo para demonstrar a necessidade de apoio.