Quando falamos sobre participação feminina na política, não estamos tratando apenas do cumprimento de cotas legais. Estamos falando sobre representação e futuro. Ao assumir recentemente a Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), como a primeira mulher oriunda da magistratura de carreira a ocupar essa função na Corte Eleitoral goiana em quase 100 anos, passei a refletir ainda mais sobre os caminhos percorridos por tantas mulheres brasileiras para alcançar espaços historicamente ocupados por homens. Como tantas mulheres do nosso país, precisei dividir os estudos, a construção da carreira e o exercício da magistratura com os desafios da maternidade, do cuidado com a família e das responsabilidades domésticas. São experiências comuns a milhões de brasileiras que trabalham, sustentam lares, educam filhos e ajudam, diariamente, a mover o país.